
Vale a pena?
Onimusha: Way of the Sword
Xbox, Switch, PC, PS5

Escrito por
Zema — Video & Social Media Producer · 4 de Setembro 2026
Depois de uma hora, queremos continuar a jogar?
Sim, continuamos.

Uma hora. Um jogo. E ainda temos margem para pedir reembolso se correr mal a Steam dá-nos duas, nós só gastamos uma. Vamos a isso.
No episódio de hoje vamos jogar Onimusha: Way of the Sword, o regresso de uma das séries mais clássicas da Capcom. Depois de quase duas décadas afastada dos jogos principais, Onimusha está de volta e desta vez coloca-nos na pele de uma das figuras mais conhecidas da história japonesa: Miyamoto Musashi.
Só que aqui a história não fica pelo Japão feudal. Temos samurais, demónios, sangue, uma luva mágica e um senhor chamado Ganryu que aparentemente decidiu que ter uma espada não era suficiente.
Preparem a katana, porque o caminho da espada começa agora.
Gameplay

O combate é muito mais focado no timing do que simplesmente carregar nos botões até tudo à nossa frente deixar de respirar.
Temos ataques leves e pesados, defesa, esquiva e, acima de tudo, o parry.
Quando conseguimos defender um ataque no momento certo, Musashi responde com grande velocidade e transforma aquilo que era um golpe inimigo numa oportunidade para atacar. É aquele tipo de sistema em que, depois de acertarmos um parry perfeito, começamos imediatamente a sentir que somos o maior espadachim da história.
Até falharmos o seguinte.
O combate recompensa bastante a leitura dos movimentos dos inimigos. Em vez de simplesmente atacar sem parar, temos de perceber quando defender, quando esquivar e quando é que chegou o momento certo para contra-atacar.
Também temos a Oni Gauntlet, que permite absorver as almas dos inimigos derrotados. Estas almas não servem apenas para fazer o cenário parecer mais bonito depois de uma batalha: podem ser utilizadas para recuperar vida, melhorar capacidades e utilizar os poderes Oni.
Não estamos apenas preocupados em sobreviver. Temos também de perceber quando é que vale a pena utilizar os poderes especiais e como aproveitar aquilo que os inimigos deixam para trás.
Mas se há uma coisa que fica imediatamente clara nesta primeira hora é que a Capcom quer que cada combate pareça um duelo.
O som das lâminas a chocarem, a câmara a acompanhar os golpes e aqueles momentos em que conseguimos defender vários ataques seguidos fazem com que até uma luta contra inimigos relativamente simples tenha bastante impacto.
E depois aparecem os bosses.
O combate contra Sasaki Ganryu é precisamente o tipo de encontro que resume aquilo que Way of the Sword quer ser: uma luta de espadas extremamente cinematográfica, mas onde o espetáculo não substitui completamente a necessidade de perceber o adversário.
Ganryu não está ali para servir de saco de pancada. Temos de prestar atenção aos ataques, defender no momento certo e aproveitar as oportunidades para causar dano.
E quando finalmente o consegui derrotar pensei para mim mesmo:"Pronto. Agora sim, já posso dizer que sou samurai."
Mesmo que cinco minutos depois apareça outro demónio para nos lembrar que não somos coisa nenhuma.
História

A história acompanha Miyamoto Musashi, um jovem samurai que chega a Kyoto à procura de desafios e, claro, com aquela pequena ambição de se tornar o melhor espadachim que por lá anda.
Só que Kyoto não está propriamente num bom momento.
A cidade está a ser invadida pelos Genma, criaturas demoníacas que transformam aquilo que devia ser uma viagem tranquila pelo Japão feudal numa autêntica visita guiada ao inferno. Musashi acaba por ser morto por estas criaturas.
Após falecer, acorda num espécie de purgatório, onde um velho enigmático lhe oferece a Oni Gauntlet, uma espécie de luva sobrenatural que permite a Musashi absorver as almas dos inimigos derrotados e utilizar o poder dos Oni contra eles próprios.
Musashi volta ao mundo dos vivos com um novo propósito, acabar com os Genma.
É uma mistura bastante típica de Onimusha: pegamos em personagens e elementos históricos e atiramos tudo para dentro de uma história de fantasia negra onde demónios podem aparecer a qualquer momento.
Na primeira hora, a história serve sobretudo para nos apresentar a este mundo, ao Musashi e à ameaça dos Genma. E funciona bem pois esclarece o jogador sem o sobrecarregar com informação.
Kyoto está bonita, os demónios estão a aparecer de todo o lado e nós temos uma espada.
Honestamente, não é preciso muito mais para me convencer.
Gráficos
Visualmente, este é daqueles jogos em que a primeira coisa que chama a atenção é a quantidade de detalhe.
O RE Engine da Capcom está novamente em grande forma, especialmente nas personagens. As expressões faciais, as animações durante os combates e as cutscenes ajudam bastante a vender aquela sensação de estarmos a assistir a um filme de samurais interactivo.
E depois temos Kyoto.
Ou melhor, temos a versão de Kyoto que a Capcom decidiu entregar-nos, porque esta cidade rapidamente passa de uma representação bonita do Japão feudal para um sítio onde aparentemente ninguém tem problemas em deixar demónios andar pelas ruas.
A atmosfera é bastante pesada, com uma mistura de beleza e horror que combina muito bem com a identidade de Onimusha.
Som / Música
No áudio, o jogo também sabe muito bem o que está a fazer.
O som das espadas é provavelmente uma das coisas mais importantes num jogo deste género e aqui cada choque de lâminas tem peso.
Quando conseguimos um parry perfeito, o som ajuda a vender aquele momento como se tivéssemos acabado de fazer a coisa mais habilidosa alguma vez registada numa espada.
E depois temos a música, que acompanha muito bem a mistura entre Japão histórico e fantasia demoníaca.
É uma banda sonora que se adequa perfeitamente e sabe quando deve ficar mais discreta e quando deve mostrar as suas garras.
Performance
Na parte técnica, o desempenho é bastante sólido com 60fps fixos e mostram a capacidade do RE Engine para lidar com os combates e as cutscenes sem grandes problemas.
Pontos fortes
- Combate muito satisfatório
- Bosses promissores
- Oni Gauntlet acrescenta variedade
- Visuais impressionantes
- Desempenho sólido
Pontos fracos
- A história ainda parece relativamente convencional
- Risco de repetição
Veredicto

Depois de uma hora, Onimusha: Way of the Sword deixou-me com uma sensação bastante simples: eu quero continuar.
A Capcom pegou numa série que esteve desaparecida durante anos e conseguiu modernizar aquilo que tornava Onimusha especial sem transformar o jogo numa cópia de outra coisa qualquer.
O combate é rápido, mas exige atenção. Os parries são satisfatórios, os golpes têm impacto e os poderes Oni acrescentam variedade suficiente para não transformar tudo numa simples sequência de ataques.
E depois temos os bosses, que parecem ser claramente um dos grandes destaques da experiência.
A primeira hora também deixa algumas perguntas no ar, principalmente sobre até onde esta mistura entre história japonesa e fantasia demoníaca vai levar Musashi.
Mas se o resto do jogo conseguir manter o nível desta primeira impressão, temos aqui um regresso bastante convincente.
E depois de derrotar Ganryu, fica uma coisa bastante clara:
Miyamoto Musashi pode até querer tornar-se o maior espadachim do Japão, mas primeiro vai ter de sobreviver a Kyoto.
Antes de terminar, lembrem-se que temos um website newgameplus.pt onde podem seguir guias, e ler sobre todos os temas abordados nos nosso videos.
