
Vale a pena?
Marvel Tokon: Fighting Souls
PC, PS5

Escrito por
Zema — Video & Social Media Producer · 20 de Agosto 2026
Depois de uma hora, queremos continuar a jogar?
Sim, continuamos.

O episódio de hoje, o jogo em destaque é Marvel Tokon Fighting Souls, o novo título nascido da colaboração entre a Marvel, a PlayStation e a Arc System Works.
Do universo Marvel não sou grande conhecedor, mas sou, de facto, fã da Arc System Works. Ainda assim, este jogo em particular é uma novidade total para mim — nunca participei em nenhuma das betas.
Decidi dividir a minha hora em duas partes: 30 minutos dedicados ao modo história, e os restantes 30 minutos em lutas online contra outros jogadores. Saltei o tutorial e encarei a experiência como se estivesse a entrar numa arcade antiga, pronto para jogar contra quem lá estivesse.
Gameplay

Este jogo tem um sistema de luta 4 vs 4, o que significa que temos de escolher uma equipa com quatro personagens. Decidi manter o Captain America, já que tinha alguma experiência com ele do modo história, e completei a equipa com Doctor Doom, Magik e Green Goblin — escolhidos apenas porque eram os designs que mais me apelavam.
A primeira partida foi caos total. Nem me dei conta, que este jogo tem apenas uma barra de vida partilhada entre as quatro personagens, ao contrário de outros jogos de luta em equipa como Dragon Ball FighterZ ou os Marvel vs. Capcom. Ainda assim, incrivelmente, consegui vencer — o meu oponente parecia tão perdido como eu.
No total, fiz cinco partidas online: venci quatro e perdi uma.
Sobre a gameplay, só posso apontar generalidades — cinco partidas não chegam para compreender todos os sistemas do jogo. Mas, de forma global, o combate é divertido e extremamente responsivo, uma espécie de cruzamento entre Marvel vs. Capcom e Guilty Gear Strive. Não senti que fosse um jogo difícil de aprender: além dos auto-combos para novatos, a maioria dos golpes encadeia naturalmente quando combinados. Parece um bom ponto de entrada para quem é novo no género.
História
O modo história começa com uma cutscene que apresenta os presumíveis vilões a destruir um mundo, antes de virarem as atenções para o planeta Terra.
Depois dessa s

equência, somos convidados a escolher uma das equipas pré-formadas do jogo, como os X-Men ou os Avengers. Como novato na saga, decidi avançar com os Avengers, composta por Captain America, Iron Man, Black Panther e Hulk. Vale notar que, no modo história, não é possível combinar as personagens livremente, como acontece nos outros modos de jogo.
A história segue Captain America a recrutar os restantes companheiros para enfrentar o vilão num torneio e tentar salvar a Terra.
Visualmente, o jogo apresenta um grafismo agradável, combinando sequências de vídeo renderizadas com painéis ao estilo de banda desenhada. O enredo, até ao momento, é competente e consegue aguçar o interesse no que poderá vir a acontecer. Em síntese: é agradável de ver e parece bem escrito — e um destaque particular vai para o diálogo descontraído entre Iron Man e Captain America.
Gráficos

Quanto ao grafismo, como podem ver, é divinal. Fiquei distraído com a qualidade gráfica e com os reflexos do cenário à noite — está um patamar acima de jogos como Guilty Gear Strive ou Granblue Fantasy Versus. Pode não ser tecnicamente o jogo mais avançado, mas a direção de arte é impecável, e isso é suficiente para o colocar na minha lista dos jogos mais bonitos de sempre.
Som / Música
Nada a apontar
Performance

O netplay também é perfeito — em momento algum senti que estava a jogar online, parecia mesmo um jogo local. Mais uma vez, a Arc System Works mostra-se líder no netplay com rollback.
Veredicto

É um jogo super fluído com gráficos soberbos e gameplay divertido. No geral a minha experiência foi muito positiva e fiquei com vontade de voltar ao jogo rapidamente para finalmente fazer o tutorial e aprender alguns combos.
Vemo-nos Online.
