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Forza Horizon 6

Vale a pena?

Forza Horizon 6

Xbox, PC, PS5

Zema

Escrito por

Zema — Video & Social Media Producer

Depois de uma hora, queremos continuar a jogar?

Sim, continuamos.

Bem-vindos a Tóquio. No episódio de hoje vamos jogar Forza Horizon 6, o novo jogo da Playground Games que decidiu colocar a sua série de renome pela primeira vez no japão.

Apertem o cinto, porque o Tóquio drift está prestes a começar.

Gameplay

Falando da jogabilidade, a condução continua com aquele equilíbrio tão particular da Playground Games entre acessibilidade e sensação de controlo, fácil de pegar, difícil de dominar de verdade. Os carros japoneses, claro, roubam a cena, sentimos décadas de cultura automóvel japonesa em cada curva fechada de um Toyota clássico ou num drift perfeito. A lista de carros continua enorme, mas desta vez com um destaque muito claro para marcas e modelos lendários do mercado japonês, o que faz todo o sentido dado o cenário.


O novo cenário urbano de Tóquio é, de longe, o espaço citadino mais denso e vivo que a série já construiu. Cruzamentos movimentados, becos estreitos, autoestradas e atalhos absurdos, tudo isto dá um ritmo novo às corridas, mais vertical, mais labiríntico. Há uma sensação constante de estarmos a improvisar caminho por entre o trânsito, e isso torna cada corrida única, mesmo quando repetimos o percurso.


As zonas rurais e montanhosas continuam a oferecer aquele contraste clássico da série, estradas sinuosas, paisagens deslumbrantes, e a sensação de liberdade típica de um Horizon. Mais uma vez ficas com vontade enorme de visitar estes locais na vida real.


A progressão através de festivais regionais continua intacta, e o sistema de personalização de carros continua tão profundo como no jogo anterior. As atividades secundárias também são abundantes, temos, provas de velocidade cronometrada, saltos, zonas de drift dedicadas e desafios de radar espalhados pelo mapa, garantindo que há sempre qualquer coisa a fazer entre uma corrida principal e outra.


Quanto aos modos online existem algumas novidades:

Como Car Meets, pontos onde jogadores, podem mostrar o carro descarregar pinturas e até comprar um carro que outro jogador esteja a usar.

Drag Meets que sao corridas drag de até 12 carros.

LINK Skills cooperativas agora podes fazer skill chains em conjunto com outros jogadores, coordenando acrobacias.

Spec Racing Championships novo formato de multiplayer competitivo, com especificações definidas.

Horizon CoLab 12 jogadores podem construir juntos pistas em tempo real.

História

Se já jogaram algum horizon antes já sabem que o termo "história" é sempre uma palavra grande demais para estes jogos, mas este ano até há um fiozinho condutor. Chegamos como mais um piloto convidado para o Festival Horizon, desta vez instalado numa Tóquio recriada de forma impressionante, e a nossa missão é simples: subir de nível, ganhar corridas, desbloquear cada vez mais zonas do mapa e desbloquear mais carros.


Ao longo da campanha vamos conhecendo uma equipa de organizadores locais, cada um responsável por uma disciplina diferente do festival, corridas de rua, rali de montanha, provas de drift nos parques industriais junto às docas. Não são personagens profundos, servem sobretudo para dar cara às diferentes vertentes do jogo, mas a Playground Games teve o cuidado de lhes dar diálogos com humor e uma paixão genuína pela cultura automóvel japonesa, o que ajuda a dar alguma personalidade a algo que, no fundo, é só um pretexto narrativo.


Não esperem grandes reviravoltas ou personagens memoráveis, o "enredo" existe basicamente para justificar a próxima corrida, o próximo festival, o próximo carro novo. Mas isso nunca foi o ponto forte da série, e este ano não é exceção. O que interessa mesmo é o percurso, literalmente, e a forma como o jogo vai usando a progressão pelo mapa para nos ir mostrando regiões cada vez mais distintas do país.

Gráficos

Visualmente, este é sem dúvida o Horizon mais ambicioso e mais bonito até à data. Tóquio é, segundo a própria Playground Games, o maior espaço urbano que já construíram, e nota-se, os reflexos de néon molhado no asfalto depois da chuva, a iluminação ao entardecer, o contraste entre a cidade hipermoderna e as zonas rurais na montanha. O ciclo dinâmico de dia e noite, aliado às condições climáticas, dá a Tóquio um carácter completamente diferente consoante a hora a que decidimos jogar.

Som / Música

A banda sonora mantém aquela mistura eclética típica da série, com estações de rádio variadas que vão do J-pop mais energético a faixas mais eletrónicas, perfeitas para acompanhar uma corrida noturna pela cidade. O som do motor de cada carro continua a ser tratado com o mesmo carinho de sempre, e há qualquer coisa de satisfatório em ouvir o eco de um motor japonês clássico a ecoar pelas ruas estreitas de Tóquio.

Os comentadores do festival, presentes durante as corridas, ajudam a manter aquele tom de celebração constante que já é praticamente uma assinatura da série, sempre entusiasmados, sempre a celebrar cada ultrapassagem como se fosse a maior proeza automobilística de sempre, cumprem o seu propósito, mas eu pessoalmente passava bem sem eles.


Performance

Tecnicamente o jogo corre de forma sólida, sem grandes quebras, mesmo com toda aquela densidade visual em cima. A direção de arte consegue equilibrar o caos organizado de uma metrópole japonesa com momentos de calma quase contemplativa nas zonas de montanha, e esse contraste acaba por ser um dos maiores trunfos do jogo.


Pontos fortes

  • Mundo aberto denso e variado
  • Cultura automóvel japonesa
  • Grande variedade de atividades
  • Desempenho técnico
  • Exploração

Pontos fracos

  • Fórmula demasiado familiar
  • Comentadores do festival
  • Pouca evolução mecânica
  • Possível saturação

Veredicto

Forza Horizon 6 não reinventa a fórmula, e sinceramente, nem precisa. O que faz é pegar numa base já muito sólida e dar-lhe um cenário completamente novo e cheio de personalidade, e isso é suficiente para tornar esta viagem por Tóquio uma das mais memoráveis da série.


Não é um jogo que vá surpreender quem já não gosta da fórmula Horizon, mas para quem já é fã, é mais uma desculpa perfeita para gastar dezenas de horas a explorar estrada fora.