
Vale a pena?
Denshattack
Xbox, Switch, PC, PS5

Escrito por
Zema — Video & Social Media Producer · 28 de Agosto 2026
Depois de uma hora, queremos continuar a jogar?
Sim, continuamos.

No episódio de hoje o jogo em destaque é Denshattack. Trata-se de um jogo de gameplay arcade inspirado em clássicos como a série Tony Hawk, Jet Set Radio, Crazy Taxi, entre outros. Nunca joguei este jogo antes, mas já sei que vai ser perfeito para mim — sou grande fã de todas as séries que citei. Mal posso esperar para experimentar. Por isso, preparem os vossos carris, porque vamos acelerar pelo Japão fora.
Gameplay

O jogo apresenta uma jogabilidade puramente arcade: o objetivo é completar as pistas no tempo mais curto possível, ao mesmo tempo que se vão encadeando combos para aumentar a pontuação — uma espécie de casamento perfeito entre Trackmania e Tony Hawk. E que fusão notável esta é. A jogabilidade, apesar de exigente quanto aos reflexos do jogador, nunca se sente injusta: quando embatemos em algo ou falhamos um salto, a culpa é sempre nossa.
É extraordinariamente gratificante sentirmo-nos verdadeiros ases numa determinada zona ou nível. E o único problema que provavelmente vão sentir com este gameplay será mesmo a hora de pousar o comando.
História

Emi vive numa versão futurista do Japão, marcada por um desastre ambiental que obrigou as pessoas a refugiarem-se dentro de domas protetoras, isoladas do mundo exterior. É nesse cenário que ela ganha a vida a entregar ramen, deslizando pela cidade a bordo do seu comboio. Tudo muda no dia em que conhece Fernando, que a apresenta ao denshattack — um "desporto" que consiste em percorrer pistas à velocidade máxima, encadeando truques pelo caminho. A partir daí, os dois embarcam juntos numa jornada para desafiar os melhores praticantes de denshattack, à boleia de uma estrutura muito ao estilo Pokémon Master.
A história é propositadamente simples, funcionando sobretudo como pretexto narrativo para o verdadeiro protagonista deste jogo: o gameplay.
Gráficos

Quando ligamos o jogo, deparamo-nos com um menu simples e direto. Já durante as partes de história, as secções em estilo banda desenhada são um dos pequenos prazeres do jogo: bonitas, coloridas, e com uma fidelidade notável à arte manga japonesa.
Mas o verdadeiro trunfo visual está mesmo no grafismo durante o gameplay. Bem-vindos de volta, céus azuis: cores vívidas, uma arte vibrante e um aspeto tão agradável que basta pousarmos os olhos na televisão para ficarmos logo mais bem dispostos. Os gráficos seguem o estilo cell shaded e prestam uma homenagem sentida a clássicos da indústria, como Jet Set Radio.
Som / Música
A banda sonora foi criada em colaboração por artistas com créditos firmados na indústria dos videojogos, entre eles Tee Lopes — conhecido pela banda sonora de Sonic Mania — e Richard Jacques, veterano que passou por diversas propriedades da Sega, incluindo o próprio Jet Set Radio.
Apesar deste pedigree, e falando apenas com base nesta primeira hora de jogo, nenhuma faixa me ficou na memória. São competentes, cumprem bem o seu propósito e ajudam a construir o ambiente vívido do jogo — mas não são, por si só, memoráveis.
Performance
Sem nada a apontar
Pontos fortes
- Jogabilidade
- graficos em cell shading
- cores vibrantes
Pontos fracos
- narrativa
Veredicto

Ao fim destes 60 minutos, o que podemos concluir sobre Denshattack? Trata-se de um jogo extremamente divertido, com uma apresentação sublime e um gameplay tremendamente viciante. Fico com muita vontade de continuar a jogar e a tentar melhorar as minhas pontuações naqueles níveis da primeira ilha.
No final da primeira hora tinha derrotado a boss da primeira ilha., ceramente o jogo ainda tem muito para oferecer.
