

Xbox, PC, PS5, Switch
Depois de uma hora, queremos continuar a jogar?
Sim, continuamos.
Captain Tsubasa 2: World Champions, é a sequela direta de Rise of the New Champions, e continua a receita de sempre: menos regras da FIFA, mais golos capazes de rasgar a rede. Calcem as chuteiras, porque o apito inicial é agora.

Aqui está o verdadeiro coração do jogo. Esqueçam simulações realistas: não há faltas, não há livres, e os lançamentos laterais são pouco comuns. O foco está todo na espetacularidade das jogadas, ao ponto de o próprio jogo parecer, por vezes, mais um jogo de luta com uma bola aos pés do que futebol a sério golos que rasgam literalmente a rede, remates em bicicleta que desafiam a anatomia humana e um ou outro cenário destruído no processo.
O objetivo é claro: marcar golos. Para isso, temos de desgastar a barra de HP dos guarda-redes, que vai diminuindo a cada defesa que estes fazem. Mas nem todos os remates pesam da mesma forma.

Sempre que carregamos para rematar, uma barra vai crescendo e quanto maior ficar, mais desgaste infligimos na resistência do guarda-redes. É aqui que o jogo se torna um autêntico jogo de nervos: seguramos a bola mais tempo e arriscamos um drive shot devastador, ou soltamos a bola mais cedo e desgastamos menos, mas garantimos que o remate sai antes de sermos intercetados? Esta tensão entre paciência e risco é, sem dúvida, o que torna cada lance emocionante.
Para complicar (ou animar) ainda mais as coisas, as personagens mais icónicas da série têm à disposição remates especiais que dizimam a resistência dos guarda-redes de forma ainda mais brutal o tal Drive Shot do Tsubasa, por exemplo, não é só espetáculo visual, é uma machadada na barra de HP adversária. E quando essa barra chega a zero, deixa de haver drama: um remate qualquer, por mais simples que seja, resulta em golo garantido. É uma forma inteligente de dar ritmo aos jogos, transformando o que podia ser um "quem mete mais golos ganha" num verdadeiro cerco à resistência do guardião.
Antes de cada jogo do modo história passamos ainda pelo balneário, onde podemos consultar informação sobre os adversários e ajustar a equipa, incluindo formação e posição dos jogadores um toque de gestão simpático antes de tudo se resumir a escolher bem o momento de disparar. Ao todo, o jogo conta com 22 seleções nacionais e mais de 110 personagens jogáveis, o que garante variedade suficiente para nunca enjoar do mesmo onze inicial.
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O jogo baseia-se no arco "World Youth" do mangá original, com a narrativa a decorrer quatro anos depois do jogo anterior. Na hora que joguei Seguimos tsubasa e amigos a disputar o campeonato de jovens no Brasil. Tsubasa joga no sao paulo, e na primeira hora disputamos uma partida com o boca juniors e outra contra o grémio de porto alegre. Antes de tudo isto, porém, criamos o nosso próprio jogador: personalizamos traços faciais, voz e celebrações de golo. É uma abordagem meio RPG meio criação de avatar que dá logo vontade de ver o nosso "eu" virtual a fazer chover golos impossíveis. Eu criei o toni, como podem ver um infeliz que se quer destacar a usar óculos de sol nas partidas.
Vale a pena referir que a história continua a ser supervisionada pelo criador original do mangá, Yoichi Takahashi, o que dá alguma legitimidade ao facto de estarmos a ver enredos novos, nunca antes vistos no papel.
Visualmente, o jogo aposta tudo no espetáculo as cutscenes dos personágens são espetaculares e recriam a série brilhantemente.

A banda sonora é assinada por Tadayoshi Makino, o mesmo compositor elogiado no jogo anterior, e desta vez traz mais de 100 faixas energéticas para acompanhar a ação. Dá para sentir que cada remate especial tem quase um tema próprio a acompanhá-lo, o que ajuda bastante a vender a ideia de que estamos perante feitos sobre-humanos e não um jogo de futebol normal.
Correu-me tudo fluido durante esta primeira hora, 60 fps certos sem quebras percetíveis, mesmo nos momentos mais caóticos com múltiplos efeitos especiais no ecrã ao mesmo tempo.
Pontos fortes
Pontos fracos
Ao fim de 60 minutos, Captain Tsubasa 2: World Champions convence pela originalidade da proposta: é futebol, mas filtrado por anime dos anos 80, onde a física é apenas uma sugestão. Não é um jogo para quem procura realismo, mas para quem quer ver golos impossíveis e personagens a desafiar as leis da gravidade, cumpre perfeitamente o que promete. Vale a pena continuar a jogar? Sim, nem que seja só para descobrir que remate absurdo vem a seguir.