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Neverrest

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Neverrest

PC

Zema

Escrito por

Zema — Video & Social Media Producer · 6 de Setembro 2026

IndiePequeno EstúdioEarly AccessDemo

Bem vindos a neverrest, um RPG idle "cozy" que promete uma coisa muito simples e ao mesmo tempo muito per

igosa para a nossa produtividade: continuar a evoluir mesmo quando fechamos o jogo. Vamos ao jogo apenas com a intenção de ver como estão os heróis e quando damos por ela. Já se passarm 3 horas.


História

Neverrest é obra de um único developer, sob o nome de estúdio Enjoyoor, e a "história" resume-se a isto: existe uma vila, existe um mundo a expandir-se zona a zona, e existem heróis dispostos a ir bater-se com o que aparecer pelo caminho. Nada de cutscenes emotivas ou reviravoltas de enredo. Onde o jogo mostra maior criatividade é nas criaturas. Na primeira hora cruzei-me com um cockstring frog um sapo tocador de banjo cheio de entusiasmo e pouca contenção, um Willow Wisp que finge ser uma luzinha simpática na floresta até decidir não ser, e um Espresso, mostro peculiar feito de café. Claramente acriatividade nas criaturas é um ponto forte neste jogo. Não há enredo, mas há personalidade, e isso já ajuda a vender o mundo.


Gameplay

O gameplay resume-se a três sistemas a fazer praticamente todo o trabalho. Começamos com umá classe básica inicial e depois de aprendermos o básico, é-nos dado a escolher entre cinco classes clássicas, Warrior, Archer, Mage, Acolyte e Thief, cada uma com o seu próprio kit de skills, árvores de talentos e, mais tarde, uma promoção de classe ao nível 50. Criei o meu primeiro herói Archer, mandei-o para a primeira zona e liguei o auto-combate, aquela sensação marota de "só vou ver como corre" e de repente já lá vão vinte minutos a ver a barra de experiência a subir sozinha. Mas Neverrest não quer que sejamos só espectadores. Podemos ativar skills manualmente, trocar equipamento a meio da aventura e decidir onde cada herói vai treinar, sem nunca perder aquela rede de segurança da progressão idle: mesmo com o jogo fechado, os heróis continuam a ganhar experiência, ouro, materiais e equipamento. Fechei a aplicação a meio da primeira hora só para testar, e quando voltei lá estava o relatório de progresso offline à minha espera, generoso que chegue para nunca me sentir a perder tempo. As zonas funcionam por portais fechados a abate: só passamos para a área seguinte depois de limparmos a anterior, o que dá uma sensação de progressão bem definida em vez de um mapa aberto a confundir-nos. Há quests com recompensas , inimigos Elite para complicar a vida, e para quem quiser testar a força do próprio build existe a DPS Training Lab, sessenta segundos cronometrados a espancar o boneco de treino Sir Splinters. Entre expedições, a vila serve de base: cozinhamos comida com buffs, encomendamos e melhoramos equipamento no Gearsmith, negociamos com o Merchant, gerimos armazenamento partilhado entre heróis, cumprimos quests diárias e ainda criamos pets. A isto somam-se cartas de monstro que podemos acoplar a outros equipamentos, um NeverDex de bónus passivos para desbloquear e um ciclo de rebirth e prestígio para quando sentirmos que já dominámos o suficiente para recomeçar mais fortes. É granular, é viciante e já percebi porque é que a promessa do jogo é literalmente "The Grind".


Visuais e desempenho

Visualmente, Neverrest aposta num 2D cartoon simpático e acolhedor, com aquele ar nostálgico de MMO antigo que o próprio jogo assume sem pudor. Vale a pena referir que o estúdio é transparente quanto ao processo: alguma arte pré-renderizada foi produzida com apoio de ferramentas de inteligência artificial generativa, sempre revista e integrada manualmente pelo developer, e o jogo em si não gera conteúdo por IA durante a jogabilidade. Sendo um projeto de developer solo ainda em beta aberta, sem data de lançamento fechada no Steam, a estabilidade correu-me surpreendentemente bem, sem crashes nem quebras a assinalar.


Áudio

A ambientação sonora acompanha bem o tom descontraído do jogo, sem nunca se tornar cansativa durante as longas sessões de auto-combate, o que já é meio caminho andado para um jogo pensado para ficar ligado ao fundo enquanto fazemos outras coisas.

Veredicto

Neverrest não me deixou com golos impossíveis nem duelos de espadas cinematográficos, deixou-me antes com a vontade suspeita de ir espreitar o jogo só para ver se o meu herói já subiu de nível. É um projeto de apenas um dev, atualmente disponível em beta aberta e gratuita, com lançamento planeado para o Steam como free-to-play e mais tarde para mobile. Não é um jogo para quem quer intensidade a cada minuto, mas para quem, como eu, tem uma fraqueza inconfessável por ver barras de progresso a encher. Este jogo ajuda a acalmar a mente e a relaxar.