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Moldwasher
PC · 2026

Escrito por
Zema — Video & Social Media Producer · 27 de Setembro 2026
Recomendamos?
Sim, vale a pena.
Moldwasher é um jogo "zen" onde o gameplay se reduz a uma tarefa simples, limpar e é precisamente essa simplicidade que se torna terapêutica. A combinação com uma banda sonora forte é quase uma fórmula garantida: sem stress, sem pressão de progressão, só a satisfação de ver algo sujo a ficar limpo enquanto a música embala o ritmo. É a receita perfeita para manter a sanidade mental após um dia stressante no trabalho.

História
O jogo é obra da Rubel Games, com publicação da Anshar Publishing, e a "história" resume-se a isto: existe uma cozinha extremamente suja, existe mofo a espalhar-se por prateleiras, gavetas e até pelo congelador, e existe um herói improvável disposto a pôr tudo a brilhar outra vez. Nada de cutscenes dramáticas, diálogos longos ou revelações de enredo a meio do caminho. Onde o jogo mostra maior criatividade é na escolha do protagonista: em vez de um cavaleiro ou soldado, controlamos uma peça de sushi. Do lado dos "inimigos", o jogo também não poupa personalidade: existe uma variedade infindável de lixo a ser limpp. Não há enredo no sentido tradicional, mas há muita criatividade no aspeto visual e na forma acolhedora que se apresenta ao jogador.
Gameplay
O gameplay resume-se a um sistema simples que vai complicando ligeiramente aos poucos: apontar, disparar água e trocar de modo de limpeza consoante o tipo de sujidade à frente. Começamos com o básico, o jato de água de alta pressão, e vamos desbloqueando ferramentas à medida que avançamos: um soprador de folhas para afastar migalhas mais chatas, um machado para gordura mais entranhada e até um lança-chamas para os casos mais desesperados. Cada ferramenta tem o seu próprio nível e evolução, o que nos obriga a pensar um pouco em qual delas vale a pena investir consoante o estilo de jogo que preferimos, da minha parte aconselho o jato de agua original como primeiro equipamento a fazer max. Ao contrário de um idle qualquer, estamos sempre com o gatilho na mão, ativamente a limpar, e é essa constância de input que torna o loop tão viciante. As zonas vão desde cozinhas desarrumadas a montanhas de tesouro escondidos e até esgotos algo sinistros, e há sempre qualquer coisa nova para descobrir atrás de um frasco ou dentro de uma gaveta, o que incentiva a explorar cada cantinho em vez de simplesmente avançar a direito. Entre missões, ganhamos pontos que trocamos por ferramentas mais fortes,faixas de áudio e cosméticos para personalizar a nossa base, que leva ao clássico só mais um nivel. A campanha dura entre 3 a quatro horas, mas são muito bem passadas e continua a ser divertido passar os niveis de novo, agora com as ferramentas ao máximo.

Visuais e desempenho
Visualmente, Moldwasher aposta num pixel art, simpático e cheio de detalhe, que combina na perfeição com o tom descontraído do jogo. É um projeto pequeno, mas visivelmente adorável, com cada ferramenta e cada tipo de mofo a ter uma identidade própria, algo que nem sempre é fácil de conseguir em jogos indie com equipas reduzidas. O jogo corre bem em PC, sem quebras ou problemas técnicos de maior a assinalar, e tem selo de compatibilidade total com o Steam Deck, o que reforça a ideia de um jogo pensado para sessões curtas e descontraídas, seja no sofá, seja em qualquer outro lado.
Áudio
A parte sonora é um dos grandes trunfos do jogo: uma banda sonora lo-fi relaxante, acompanhada de sons de limpeza satisfatórios que tornam cada jato de água num pequeno momento de calma. A música é uma das melhores coisas do jogo, e não é difícil perceber porquê depois de algumas sessões, é o tipo de som que combina na perfeição com a ideia de "ligar o jogo e desligar a cabeça" por umas horas, sem nunca se tornar repetitivo ou cansativo mesmo em sessões mais longas.

Pontos fortes
- Gameplay terapêutico e "zen"
- Banda sonora lo-fi
- Visuais em pixel art
- Boa exploração
Pontos fracos
- Pouca profundidade ou desafio
- Campanha curta
Veredicto
Moldwasher não procura reviravoltas emocionantes nem combates épicos, criou antes com a vontade estranha de limpar mais uma prateleira só para ver o que se esconde atrás do próximo frasco. É um projeto pequeno, mas extremamente bem executado, já disponível no Steam, com boa receção tanto da crítica como do público, que tem elogiado sobretudo a variedade de ferramentas e a sensação de progressão constante. Não é um jogo para quem procura profundidade, desafio ou horas e horas de conteúdo, mas para quem, como eu, adora chegar a casa e limpar a cabeça da sujidade do dia a dia. Este jogo ajuda a acalmar a mente e a relaxar.

